Curitiba O Exército interditou temporariamente a Estrada do Cerne (PR-090), ontem de manhã, para explodir uma rocha de 1,2 mil metros cúbicos de tamanho. A estrada, com um total de 123 quilômetrso de extensão, faz a ligação entre as regiões Sul e Norte do Estado, passando por vários municípios, entre eles Curitiba, até chegar a Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina), já na divisa com São Paulo. Para detonar a rocha foram usados 250 quilos de dinamite. Todo procedimento aconteceu sem problemas. O material detonado preencheu 86 caminhões de três eixos.
A explosão da rocha faz parte das obras de pavimentação da estrada, que vêm sendo executada desde fevereiro deste ano pelo Exército Brasileiro, por meio de convênio assinado com o governo do Paraná. A primeira etapa do convênio prevê a aplicação de R$ 8,7 milhões pelo Estado para o asfaltamento dos primeiros 16 quilômetros do trecho mais populoso da rodovia, entre Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, até a segunda ponte do Rio do Cerne.
A previsão é que essa primeira etapa seja concluída até agosto do próximo ano. O termo também garante a execução, por parte do Exército, do projeto final de engenharia para a pavimentação de mais 20 quilômetros da estrada.
A Estrada do Cerne foi a principal obra da década de 1930. Durante 20 anos, foi a principal ligação entre a capital e a região Norte do Estado, além de uma de principal via de escoamento da produção agrícola, notadamente o café produzido na região norte, para o porto de Paranaguá.

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