Exercitando o corpo e a mente
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quinta-feira, 08 de outubro de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
A prática de exercícios físicos é uma das principais recomendações para retardar os efeitos de doenças como o Mal de Alzheimer, principalmente em estágio inicial. Existem técnicas e estímulos para retardar o avanço da enfermidade. Uma delas tem sido aplicada pelo professor de educação física Bruno Alves para os participantes do Programa Feliz Idade, da rede de Farmácias Vale Verde. A iniciativa tem como público-alvo as pessoas da terceira idade, ou como preferem nominar, da melhor idade.
Segundo Alves, o trabalho é um pouco diferenciado em relação às atividades físicas tradicionais. "As pessoas veem o professor da educação física como aquela pessoa que só dá uma bola para as pessoas e pede para elas jogarem, mas a nossa atividade vai muito além disso. Através da faculdade, observei que poderia fazer um trabalho diferenciado para proporcionar qualidade de vida a essas pessoas", afirmou. Muitos de seus alunos chegaram com a musculatura travada, e isso impossibilitava que eles realizassem os exercícios com perfeição. "Eu orientava que não havia necessidade de realizar os movimentos da mesma maneira que eu. Só de levantar os pés e os braços, as pessoas podem adquirir qualidade de vida", explicou.
Alves acrescenta que os exercícios não focam só o corpo. Nas aulas, ele pede que os participantes digam os nomes de parentes, como pais, filhos e sobrinhos, entre outras atividades relacionadas à memória. "Nessa faixa etária, muitos não se recordam dos nomes dessas pessoas. Nessa idade não há necessidade de se ter um corpo sarado, mas é preciso uma mente sadia para ter uma vida com mais qualidade", apontou.
Entre as participantes das aulas está a dona de casa Cleonice Lopes, de 61 anos, que está há dois anos participando do Programa Feliz Idade. "Antes estava travada. Agora pulo, danço e brinco. Eu amo fazer exercício aqui", relatou. Já a dona de casa Aparecida Lofrano, de 57 anos, é natural de Bauru (SP) e sofria de depressão. "Hoje tenho mais amigos aqui do que em Bauru. Diminuí o meu medicamento e minha família até fala em mudar de volta para lá, mas eu prefiro ficar aqui. Os exercícios são demais", afirmou.
A síndica Martina Beni, de 66 anos, também garante que não perde as aulas de ginástica por nada. "Eu danço, faço caminhada em volta da praça, entre outras coisas. A atividade é sempre muito boa e com isso fiquei menos doente", afirmou. O programa existe há dez anos e proporciona aos participantes alongamento, caminhada, fortalecimento muscular, recreações e demais atividades que desenvolvem e melhoram as habilidades físicas. Atualmente quase mil pessoas participam. Aferições de pressão, pesagem e testes de glicemia também fazem parte do programa.


