Atender clientes pelo telefone é a função da representante Fabíola Amábile da Silva, que há um ano e oito meses trabalha em uma empresa que presta serviços de telemarketing. Por seis horas ela fala quase que ininterruptamente, descansando apenas nos pequenos intervalos. ''São cerca de 25 clientes ao dia. É uma ligação atrás da outra. O tempo que estou trabalhando, estou falando'', conta.
A atendente confessa que no início não tinha tanta preocupação com a voz. ''Quando entramos na empresa, a fonoaudióloga nos passa vários treinamentos e orientações de como lidar com a voz, bem como exercícios que devemos fazer. Mas até mesmo pela correria do dia a dia e a falta de hábito, não realizava regularmente. Quando a garganta dava sinais de irritação, fazia como a maioria da população: recorria ao chás caseiros e gargarejos.''
Até que com o tempo ela começou a sentir alterações na voz. ''Percebi que ficava com a voz cansada e, muitas vezes, ao final do expediente, ela começava a falhar. Vi que algo estava errado e procurei a profissional da empresa. Fiz exames e não deu nada; era apenas consequência do esforço exagerado e inadequado'', lembra.
Esse foi o start para que Fabíola levasse as recomedações a sério. ''Antes de sair de casa faço aquecimento da voz. Como pelo menos um maçã Fuji por dia e, dessa forma, sinto que minha voz fica mais aveludada. Tomo também muita água, que ajuda a não ter secreção.'' Ao sair do trabalho, ela tenta ficar, no mínimo, meia hora sem falar. ''Assim como o aquecimento, o repouso é muito importante'', recomenda.
Com as mudanças, ela garante que voz não falhou mais. ''Depois que comecei a fazer os exercícios senti uma diferença muito grande. Nunca imaginei que cuidados simples e rápidos pudessem ser tão eficazes.'' (M.T.)

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