Ibiporã - ''Labirintite não tem cura, mas pode ser amenizada com exercícios simples.'' É o que explica a fisioterapeuta Michelle Moreira, que iniciou, este ano, no Centro de Saúde de Ibiporã (Norte), atendimentos a pacientes que convivem com tontura e desequilíbrio.
De acordo com Michelle, labirintite é um termo popular usado para designar distúrbios relacionados ao equilíbrio e à audição. ''Pode significar tontura, vertigem, zumbido, desequilíbrio e outras formas de mal-estar'', elenca a fisioterapeuta, citando que o termo correto para a doença é vestibulopatia - a labirintite em si é um processo infeccioso, causado por uma bactéria.
''São várias as causas da tontura, que variam desde doenças pré-existentes como hipertensão, diabetes, reumatismos, infecções por bactérias, doenças no ouvido, até excesso de cafeína, tabagismo, consumo de álcool ou drogas, ansiedade, estresse e envelhecimento'', descreve Michelle, lembrando que os sintomas aparecem porque o cérebro recebe informações erradas a respeito da posição do indivíduo no espaço, geradas pelo labirinto doente, e como resultado, causa uma alucinação de movimento.
''Essa alucinação pode sugerir que estamos rodando, caindo, sendo empurrados, flutuando ou ouvindo assobios'', descreve a fisioterapeuta, alertando que a reabilitação complementa o uso de medicamentos. ''Ainda é uma doença de difícil diagnóstico pois são muitas as causas, por isso o ideal é procurar um médico já no primeiro episódio de tontura e realizar uma abordagem multidisciplinar'', opina.
Compensação
A fisioterapia entra com estratégias para reduzir as alterações de movimento, como exercícios terapêuticos repetidos, que envolvem movimentação de olhos, cabeça e pescoço, além de exercícios funcionais de controle postural, exercícios de relaxamento, uso de suporte de diferentes materiais e texturas, exercícios sem o uso da visão e com conflitos visuais.
''A reabilitação vestibular procura restabelecer o equilíbrio por meio da estimulação e aceleração dos mecanismos naturais de compensação, induzindo o paciente a realizar o mais perfeitamente possível os movimentos que estava acostumado a fazer antes de surgir a tontura'', diz Michelle, reiterando que 40% dos pacientes em fisioterapia obtêm cura total e 80% apresentam melhora considerável da tontura com a reabilitação.
''Normalmente pacientes que chegam à fisioterapia apresentam dores no pescoço, dificuldade para movimentar a cabeça e os olhos, náuseas, desequilíbrio e relatam que a tontura interfere diretamente na rotina. Já na primeira sessão, o paciente tem melhora da tontura, maior mobilidade de cabeça e olhos e alívio da dor cervical'', completa a fisioterapeuta, recomendando que paciente repita os mesmos exercícios em casa. Segundo ela, o mesmo serviço é oferecido pelo Ambulatório Multidisciplinar de Vertigem na Universidade Norte do Paraná (Unopar) há três anos.
Serviço - Mais informações pelo fone (43) 3178-0336, em Ibiporã.

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