Exercício no frio só com muita disciplina
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sábado, 06 de junho de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Não é novidade que a prática de atividade física exige disciplina. O problema é manter a rotina quando as temperaturas caem de forma drástica. O frio intenso implica em persistência ainda maior para que os exercícios não sejam deixados de lado. No entanto, a constância não é o único fator importante para continuar a fazer ginástica ou outro tipo de atividade.
Para a professora de Educação Física Marnie Raphaella Santos, outros fatores são essenciais: escolher uma atividade prazerosa, traçar metas, optar por um treinamento dinâmico e ter uma companhia para os exercícios. Quem não segue os conselhos e cede terreno ao sedentarismo, fica sujeito ao risco de voltar a ganhar peso.
Com o fim do gasto de energia, aliado à necessidade maior por alimentos para manter o corpo aquecido, a tendência é que o resultado seja verificado na balança. ''Durante o exercício a pessoa não sente o frio, mesmo que a atividade seja dentro da água'', garante.
Nos dias frios, a sede é inversamente proporcional à fome. Sentimos menos vontade de tomar água, o que pode representar um risco para quem está praticando exercícios. O ideal, de acordo com a professora, é hidratar-se com frequência, sem esperar sentir sede.
Para Marnie, a temperatura baixa não representa contra-indicação para a prática de atividade física. A única ressalva é para as pessoas que já têm restrição médica.
Outra prova de que a temperatura está intimamente ligada à disposição para os exercícios, é o aumento da procura por academias em setembro, quando o frio costuma começar a dar trégua. E invariavelmente o objetivo dos novos praticantes é entrar em forma até o verão ou, lembra a professora, para o ''carnaval.''
Um sinal da vitória do frio sobre a persistência é a redução do movimento das academias e dos tradicionais locais de caminhada e corrida, que cai pela metade quando os termômetros despencam.
No entanto, alguns ainda aventuram-se no exercício do início da manhã ou final da tarde. O Lago Igapó 2, por exemplo, é o local escolhido pela nutricionista Pamela Vidotti, 26 anos, para as corridas diárias, independentemente da temperatura. ''Acho que a saúde não deve ser uma preocupação só no verão. Tem que ser uma rotina mesmo'', ressalta. Ela acrescenta que outro cuidado importante é fazer refeições mais leves e frequentes, além de um café da manhã reforçado.
O frio também não impede o estudante Nicolau Ratchev, 16, de correr todos os dias. Descendente de búlgaros, o jovem diz que até prefere as temperaturas mais baixas para exercitar-se. ''No calor a gente se sente cansado naturalmente. No frio é só usar blusa e gorro'', recomenda o jovem.


