O diretor de operação do DER de Goiás, Riumar dos Santos, é um dos técnicos mais assediados no 2º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária, que acontece no Centro de Convenções de Curitiba. Tudo porque ele criou um projeto que regulamentou o uso de recursos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) na restauração de estradas goianas. ‘‘Em dois anos e meio, destinamos R$ 55 milhões ao programa e aplicamos lama asfáltica sobre 100 quilômetros de rodovias’’, conta o engenheiro.
De acordo com Santos, o trabalho consistiu em apenas convencer o governador Maguito Vilela (PMDB) a destinar verbas do Detran para a conservação das rodovias. ‘‘Os recursos provenientes de multas e licenciamentos de veículos, por exemplo, eram utilizados de outra forma, como na construção da estação rodoviária’’, relata o diretor do DER. ‘‘Hoje, recolhemos cerca de R$ 3 milhões por mês para restauração e estamos construindo 600 quilômetros de novas estradas’’, anuncia.
Concreto - Outra personalidade bastante procurada no primeiro dia do encontro foi o assessor técnico da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Márcio Rocha Pitta. Ele defende o whitetopping, o nome original do recapeamento de asfalto com concreto de cimento. Na palestra, o engenheiro disse que a técnica seria a evolução de um conceito antigo, segundo o qual a recuperação de pavimentos flexíveis só pode ser feita com misturas asfálticas.
‘‘O whitetopping é colocado diretamente sobre a superfície do pavimento e só precisa de um preparo anterior se o desgaste na estrutura for grande’’, esclarece Pitta. O pavimento rígido de concreto simples custa, em média, 10% mais que o armado e o asfáltico: R$ 334,57 por metro. Mas o material tem vida útil estimada em 20 anos, uma grande vantagem em relação aos pavimentos flexíveis, que precisam de conservação contínua para tapar buracos, além de recapeamentos. (D.J.)

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