Executivo não desistiu de construir casas
O Executivo Municipal informa que também tem planos para preservar e recuperar a Fazenda Refúgio. O presidente da Cohab, Rosalmir Moreira, esclarece que a intenção é dividir a área em três partes: a maior delas será recuperada e preservada; outra será reservada para receber resíduos da estação de tratamento de esgoto; uma parte menor deverá ser usada em projetos habitacionais, porque a área é considerada importante para a expansão da região.
O plano ainda não tem data para ser colocado em prática mas Moreira antecipa que a primeira ação será a retirada das cabeças de gado da fazenda. Outra situação que a Cohab pretende disciplinar são as ocupações urbanas. Ele reforça que o problema é preocupante e que providências já estariam sendo tomadas.
De outra parte, Moreira aponta que áreas limítrofes da propriedade deverão ser aproveitadas para construção de casas mas, enquanto não houver a conclusão da ação judicial, a Cohab está impedida de fazer o parcelamento em lotes. Até mesmo uma via de trânsito poderá cortar a fazenda. O moledo também continuará sendo extraído.
Outra intenção da Prefeitura é fazer da Refúgio um ponto para educação ambiental, usando a sede para receber estudantes. ''A comunidade também tem que se preocupar porque todos ganhamos com a preservação'', argumenta.
A questão judicial que o presidente da Cohab cita, na verdade, são duas ações populares movidas em fevereiro de 1992 questionando a legalidade da compra da Fazenda Refúgio, levantando suspeitas de superfaturamento e falta de condições para construção de casas em mais de 60% da área e requerendo a anulação do negócio. Os dois processos foram unificados e agora o caso tramita no Tribunal de Justiça. (L.A.)





