Curitiba A polícia ainda não tem suspeitos da morte do investigador da delegacia central de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), Luiz Gonzaga dos Santos, 49 anos, no último domingo. Porém, o depoimento de uma mulher que teve seu carro roubado no dia do crime e foi trancada no porta-malas pode ajudar na elucidação do caso. Ela informou que ouviu tiros quando os assaltantes pararam o veículo. Além disso, há suspeitas de que o assassinato de um informante da polícia, na madrugada de ontem, em Campina Grande do Sul, também na RMC, pode estar ligado com o caso. A hipótese de que os bandidos queriam resgatar algum preso não foi descartada.
Segundo o superintendente da delegacia de Alto Maracanã, Job de Freitas, o testemunho da mulher pode ajudar a, pelo menos, fazer retrato-falado dos assassinos. Outra linha de investigação da polícia se refere ao assassinato do suposto informante Valdivino Machado, 34 anos, em Campina Grande do Sul. Às 5 horas da manhã um homem armado invadiu a casa de Machado e, na frente da esposa dele, o executou com quatro tiros.
Segundo o investigador da delegacia de Campinha Grande do Sul, José Antunes, a família de Machado disse, em depoimento, que ele e Luiz Gonzaga iriam, nesta semana, depor sobre o caso das mulheres assassinadas em Almirante Tamandaré, também RMC. Na época em que ocorreu o caso, Luiz Gonzaga trabalhava naquela cidade. No caso, foi descoberta a participação de alguns policiais que hoje estão presos. A Folha tentou contato com o Fórum da cidade para confirmar os depoimentos, mas o expediente já havia sido encerrado.
A família de Gonzaga, porém, não confirma essa informação. ''Meu pai não era testemunha de nada. E também nunca ouvimos o nome desse Valdivino. Agora vai ter todo tipo de especulação. Mas ninguém lembra que ele morreu na verdade porque estava sozinho na delegacia, que não oferecia segurança nenhuma'', afirmou a filha, que preferiu não se indentificar. Luiz Gonzaga era candidato a vereador por Almirante Tamandaré. Contudo, sua filha descarta que possa ter sido crime político.
O domingo era o último plantão de Luiz Gonzaga antes que ele se licenciasse para concorrer às eleições. Policial há 29 anos, estava perto da aposentadoria. O investigador cuidava de 31 presos sozinho. Segundo a polícia, ele deve ter levado os tiros na hora em que abriu a porta da delegacia. Ele ainda conseguiu andar alguns metros e pedir ajuda a um pedestre, que não chegou a ver os assassinos.

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