A fiscalização nos ônibus de turismo e excursões no Estado vai ter que esperar mais um tempo. Por determinação do Tribunal de Contas (TC), a Paranaturismo está com as atividades praticamente paralisadas desde meados de dezembro. Segundo o chefe regional do órgão em Londrina, Bruno Veronesi, boa parte dos funcionários eram alunos de escolas de turismo contratados através de bolsas de estágio. Esses contratos não foram renovados pois, segundo o TC, um novo convênio só será possível após a realização de uma licitação, que ele espera que ocorra ainda este mês.
Em outubro do ano passado quando foi anunciada a criação de um terminal turístico na rodoviária de Londrina, Veronesi havia destacado a importância do local para concentrar a saída de excursões bem como a fiscalização da atividade. Ontem, ele lembrou que uma lei municipal de 1993 já determinava a criação desse local e a intenção do órgão de aproveitar a estrutura do Terminal Rodoviário. O uso da rodoviária teria um custo de R$ 5,60 por ônibus. ''É um valor muito pequeno se comparado à segurança e conforto que poderiam ser oferecidos aos passageiros'', destacou.
A atividade de fiscalização em Londrina, de acordo com Veronesi, teve início no ano passado. ''Estávamos promovendo primeiro a conscientização do setor'', destacou o chefe do escritório regional. Foram enviadas cartas informando da lei municipal e da criação do terminal. A ação dos fiscais seria o próximo passo. ''Não prevíamos a suspensão dos contratos com os bolsistas'', afirmou.
O delegado de Londrina do Sindicato de Guias de Turismo do Paraná, Newton Felício, criticou a estrutura de fiscalização de turismo do Estado. Para ele o serviço deveria ser feito por funcionários concursados e com experiência. ''É uma atividade de risco para ser ocupada por alunos'', avaliou.
O governo do Estado, segundo Felício, promoveu, no último ano, melhorias no setor como a estruturação da Secretaria de Turismo. Mas destacou os prejuízos que o setor sofre com a falta de fiscalização. ''Mais de 80% das excursões são promovidas por empresas informais'', denunciou. Isso, segundo ele, promoveu o fechamento de muitas agências de turismo. Ele prevê que, com a fiscalização, em três anos o turismo abriria de 25 a 30 mil vagas no mercado. Felício citou ainda benefícios que o Estado poderia ter com a cobrança de impostos de todos, e de forma mais justa.''Temos uma carga tributária elevada. Estamos pagando pelo que existe de irregular e não se fiscaliza''.

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