Excesso não atinge todos Estados
Nem todos os Estados brasileiros sofrem com o excesso de medicamentos repassados pelo Ministério da Saúde, confome afirmou ontem o secretário da Saúde de Estado, Armando Raggio. O Rio Grande do Sul e o Mato Grosso, por exemplo, não têm os mesmos problemas do Paraná. Outros, porém, como São Paulo e Santa Catarina também sentem dificuldades em eliminar os remédios com data vencida ou que vencerá em pouco tempo.
Segundo o coordenador da Atenção Integral à Saúde do Rio Grande do Sul, Celso dos Anjos, no Estado não há medicamentos com dada vencida. O único remédio mandado pelo Ministério da Saúde com grande quantidade é um tipo de insulina, cuja validade vence no final deste ano. Para evitar que o remédio estrague, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul pôs as unidades à disposição do ministério no começo deste mês.
O coordenador da Divisão de Medicamentos da Secretaria de Saúde do Mato Grosso, Fernando Augusto Leite de Oliveira, afirma ter recusado um lote de 14 toneladas de medicamentos do Ministério da Saúde, que chegariam ao Estado em fevereiro deste ano. Alguns dos 30 itens do pacote já chegariam vencidos, segundo ele.
Conforme a gerente de Suprimentos da Diretoria de Medicamentos Básicos da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, Alice Terezinha Gomes Cunha, o Estado recebeu 135 mil unidades de Nonoxinol no ano passado. Do total, 10% já estão vencidos e outra parte tem validade até junho e julho deste ano. Além do espermicida, a secretaria tem excesso de penicilina e já encaminho ao Minsitério da Saúde um ofício colocando a disposição o remédio, que tem validade até o final de 1999. (J.A.)





