Excesso de segurança para pouco protesto
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sábado, 15 de dezembro de 2001
Marta Medeiros<br>De Maringá 
O esquema especial de segurança com mais de 100 policiais foi desnecessário para os cerca de 30 grevistas que se reuniram em frente ao complexo industrial da Cocamar, ontem, durante visita do governador Jaime Lerner (PFL) em Maringá. Lerner fez um roteiro de três quilômetros, entre o aeroporto e a cooperativa, utilizando um helicóptero, temendo manifestações dos servidores públicos. Apenas um pequeno grupo da UEM esperava o governador com faixas de protestos, mas a segurança conseguiu evitar a passagem de Lerner pelo local.
Representantes de entidades ligadas ao comércio tentaram reivindicar do governador um acordo para colocar fim na greve das universidades estaduais que completa 90 dias. O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Antonio Fermeton, diz que o comércio e o setor de prestação de serviços absorveram um prejuízo de R$ 18 milhões nos últimos três meses.
Fermeton fundamenta o prejuízo calculando uma média de gasto mensal de R$ 750,00 para cada um dos 8 mil estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Desta maneira, cerca de R$ 6 milhões estariam deixando de circular pelo comércio da cidade. Fermenton afirma que as entidades pretendem se reunir para mediar um acordo entre grevistas e governo do Estado.
O governador disse que ''aposta'' no fim da greve e no ''bom senso'' dos grevistas na análise das propostas feitas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. ''Não sou leviano para colocar números (índices) na proposta aos servidores e também não é o movimento grevista que vai fazer surgir recursos necessários para atender às reivindicações'', afirmou Lerner.


