''Depois de quinta-feira não sei mais o que é dormir.'' Essa é a reclamação de muitos moradores da Região Central de Londrina, entre eles, o médico Marcos Fabiani, que há tempos convive com o barulho dos bares e lanchonetes da Avenida Higienópolis, localizados nas proximidades de seu apartamento. Conhecida como uma das principais áreas de entretenimento, a avenida agrega dezenas de estabelecimentos que vêm tirando o sono e a paciência de muita gente.
O médico comenta que desconhece qual o critério para autorização de abertura e funcionamento dos bares. ''Essa área também é residencial. Não sei quais são os critérios para abertura de bares como esses. Moro a 150 metros de todo o agito e, mesmo assim, todo o barulho vem em direção à minha casa.'' Para conseguir algumas horas de sono, vale quase tudo. ''Instalei vidros duplos para reforçar as janelas e, assim, ter algum isolamento acústico'', comentou.
Infelizmente, o aumento da poluição sonora, proveniente do crescimento das cidades, é uma realidade. E, assim como neste caso, muitas são as reclamações por excesso de barulho e, principalmente, perturbação do sossego. Mas, há limite para tudo isso? Ou é cada um por si e Deus por todos?
Ao contrário do que muita gente pensa, o espaço de cada um acaba muito antes do quintal da casa. Por esse e outros motivos, a população não sabe a quem recorrer, já que a confusão começa na classificação do tipo de barulho. ''As pessoas se confundem entre o que é perturbação do sossego e o que excede o limite de barulho. Basicamente, a perturbação pode ser a qualquer hora do dia, desde que o reclamante comprove que está sendo prejudicado'', explica a tenente Manoela Donadello, da Polícia Militar.
O município disponibiliza basicamente três órgãos de denúncia para que as pessoas possam formalizar o problema: o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por meio da Força Verde, a Polícia Militar e a prefeitura, pelo setor de Tributos Imobiliários.
Isso quer dizer que cada caso terá uma destinação. ''Padronizou-se que a Força Verde ficaria responsável pelos carros com som alto nas ruas ou que ficam nos postos de gasolina. Já os estabelecimentos comerciais ficariam com o setor de Tributos da Prefeitura. Perturbação do sossego como algazarras e problemas com vizinhos seria um trabalho para a Polícia Militar'', comentou o cabo Ricardo Franco, da Força Verde. Dessa forma, quem tiver problemas com o excesso de barulho deve avaliar o tipo da infração e formalizar a denúncia a uma desses órgãos.

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