Curitiba

Albari RosaPeixes morrem por causa do baixo índice de oxigenação da água do rioCentenas de peixes apareceram mortos no Rio Miringuava, na região do Parque Iguaçu, desde quarta-feira passada. A água poluída e o excesso de algas devem ter provocado a morte dos animais. Ontem, funcionários da prefeitura estavam retirando os peixes - a maioria, lambaris.
A água do Rio Miringuava é utilizada para o abastecimento da Região Metropolitana de Curitiba em épocas de estiagem, mas não estava sendo aproveitada pela Sanepar nos últimos dias.
Moradores da região ficaram incomodados com o cheiro dos peixes mortos e fizeram a reclamação. Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Sanepar retiraram amostras da água e dos peixes e fizeram análises físico-químicas, de toxicidade (para organismos aquáticos) e de fitoplâncton (algas).
O laudo definitivo do IAP deve sair na próxima segunda-feira. Segundo a biológa do IAP, Maria Lúcia Biscaia, exames preliminares indicam que a água estava em processo de eutrofisação acentuada - com o calor, as algas se proliferam em maior velocidade, consumindo o oxigênio e liberando gás carbônico. Com a redução no índice de oxigenação, os peixes apresentam dificuldades para respirar e acabam morrendo.
Segundo análise dos técnicos da Sanepar, não há nenhum produto que possa comprometer a qualidade da água, apesar dela estar poluída - o rio recebe o lançamento de esgotos de moradores da região, que é ocupada de forma irregular.
‘‘Não detectamos nenhum indício de metais pesados, pesticidas ou substâncias tóxicas que possam ter provocado a morte dos peixes’’, disse a chefe da Divisão de Produção de Água da Sanepar, Eloize Motter Rodrigues.
Segundo ela, o rio Miringuava serve como manancial alternativo para captações de emergência da Sanepar. Em épocas de estiagem, a água é somada ao abastecimento do rio Iguaçu. Quando isso acontece, os peixes permanecem no Miringuava, já que há grades de proteção que impedem a passagem dos animais.

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