Os restos dos corpos carbonizados que foram encontrados no último sábado em uma chácara no Jardim Santa Mônica (Zona Norte) em Londrina, devem ser enviados até sexta-feira para Curitiba, onde serão realizados exames de DNA para identificação dos sexos e nomes das vítimas. O material só não foi enviado ainda porque a polícia pretende enviar também materiais genéticos de pessoas que tiveram familiares desaparecidos nas duas últimas semanas.
O coordenador administrativo do IML, Fernando Piccinin, explicou que foram achados apenas três membros inferiores (três pés), uma coluna cervical e outros órgãos carbonizados, mas que em todos os casos os exames podem comprovar com até 95% de certeza a identificação. As condições dos membros não permitem à polícia afirmar se tratam-se de duas ou três pessoas.
A Polícia Civil investiga se o caso tem ligação com a prisão de uma quadrilha acusada de receptação, tráfico e assaltos, ocorrida na sexta-feira, dia 13. A chácara onde ocorreu a prisão é a mesma onde os corpos foram encontrados e um dos envolvidos já teria confessado à polícia ter visto movimentação no local no dia em que os corpos foram queimados. ''Temos algumas suspeitas mas ainda estamos investigando'', enfatizou o delegado chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Sérgio Barroso.
A forma como os ossos foram encontrados queimados lembra uma ação praticada por traficantes das favelas do Rio de Janeiro conhecida como ''microondas'', onde pessoas assassinadas são colocadas dentro de pneus, jogadas em fornalhas e queimadas. Para Barroso, porém, ainda não dá para confirmar se o procedimento foi o mesmo. ''Isso são apenas conjecturas'', disse o delegado.

mockup