O técnico em eletromecânica Rodrigo Carlos Nalin, 21 anos, foi um dos primeiros candidatos a passar pelo novo sistema de exames para tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os testes psicológicos e médicos agora são feitos em uma clínica particular, na Zona Sul de Londrina. Ontem, primeiro dia de atendimento no local, o movimento foi tranquilo.
A mudança de endereço - os testes antes eram feitos no Detran, na Vila Yara (Zona Leste) - não representou um problema para Nalin. Ele acredita que a localização, para quem anda de ônibus, é indiferente. Por outro lado, a estrutura melhorou. ''O novo horário também facilita a vida de quem precisa fazer os testes'', declarou.
A avaliação de Nalin confere com o diagnóstico feito pelo chefe da 12 Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) Kenji Miyazaki. Para ele, as principais vantagens são a melhor estrutura das clínicas particulares, o horário estendido e os exames mais detalhados.
Por enquanto, Londrina conta com apenas uma clínica credenciada. Dois processos estão em andamento. Miyazaki não descarta que filas de espera formem-se no início. ''Podemos ter um acumulado, mas por um tempo bastante curto. Não acredito num acúmulo grande porque o horário é estendido'', apontou. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira das 8 às 19 horas e aos sábados das 8 às 17.
Os preços não mudaram. O recolhimento de taxas segue no Detran. A emissão de CNH, de acordo com tabela disponível no site do órgão, custa R$ 42,22. Somando as taxas dos exames psicotécnico, prático de direção veicular, sanidade física e mental, legislação, primeiros socorros e direção defensiva, o valor sobre para R$ 126,68.
''O objetivo é melhorar a qualidade da avaliação e, consequentemente, a qualidade do trânsito'', ressaltou Maria das Mercês Peixoto, uma das quatro psicólogas que atuam na clínica ao lado de três médicos.
Os candidatos que procuraram a clínica no primeiro dia fizeram o exame médico e o psicológico coletivo, além de sair com o agendamento para o individual nas mãos. Foi o caso do faturista Hycaro José Fiori, 28, que iniciou a bateria de exames para renovar a habilitação. Para ele, a principal novidade é o rigor do exame médico. ''Até teste da visão periférica tive que fazer. É uma boa porque pode tirar os motoristas inaptos das ruas'', salientou.
Os candidatos agora passam também por teste de força muscular e avaliação cardiorrespiratória, entre outros. ''Os exames são básicos e determinam se o condutor tem condições psicológicas e médicas de dirigir'', explicou o médico Rogério Sakuma.
Os reprovados tanto no exame médico quanto no psicológico podem passar por reavaliação. Existem patologias, no entanto, que podem representar inaptidão definitiva. Para quem não é aprovado no psicológico, é possível marcar um novo teste, desde que o prazo da inaptidão temporária seja respeitado. A inaptidão definitiva no exame psicológico é considerada ''muito rara'' pelas profissionais da clínica.

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