Os exames feitos para tentar identificar a causa da morte de 14 bois e vacas, que tombaram depois de beber água no Córrego Peroba, na Vila São Paulo, em Assaí (36 km a leste de Londrina), no final do ano passado, foram inconclusivos. A única certeza é que um processo de intoxicação fulminante vitimou os animais.
De acordo com o secretário da Agricultura de Assaí, Luiz Shirai, foram feitas vistorias em empresas das proximidades, mas nenhuma irregularidade foi detectada. A chuva que caiu no dia também dificultou a coleta de material para análise no córrego.
''É possível afirmar que a causa não deve ter sido contaminação por defensivo agrícola porque esse tipo de material dá sintomas no animal, o que não foi observado nesse caso'', explica Shirai. ''O que dá para ter certeza é que o que provocou as mortes foi algum produto extremamente tóxico, uma vez que as mortes foram fulminantes. Nunca vi uma situação de toxicidade tão aguda quanto essa'', acrescenta. Também foi descartada a hipótese de enfermidade do gado.
No dia da ocorrência, o proprietário dos animais, Manoel Raimundo dos Santos, 47 anos, afirmou que as mortes foram instantâneas e não houve tempo sequer para acionar um veterinário. Na oportunidade, os técnicos colheram o material para as necropsias e os animais foram enterrados no próprio local.
A contaminação, para o chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Cornélio Procópio, Vanderlei de Paula Braiano, deve ter ocorrido por causa de um lançamento pontual de resíduos no Peroba. As vistorias permitiram pelo menos descartar a hipótese de lançamento contínuo, o que dificulta a identificação do responsável.

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