Exames de jovem morto estavam normais
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Marian Trigueiros<BR>Reportagem Local 
Para participar da segunda etapa do concurso da Guarda Municipal, os candidatos precisavam apresentar atestado de exame médico, constatando que a pessoa estava apta a realizar os exercícios. Ricardo Brasil Cândido, 32 anos, que morreu após realizar testes físicos do concurso, recebeu esse laudo em dezembro do ano passado, atestando que estava em condições de participar da prova.
Segundo o cardiologista que emitiu o laudo, José Alberto Correia da Silva, o rapaz passou por um exame de eletrocardiograma e avaliação clínica. ''Levei ainda em consideração o histórico dele. Um ano antes, ele havia feito outros testes com outro médico da mesma clínica, que também não deram nenhuma alteração. Cardiolicamente ele estava bem'', observou. No momento da consulta, o cardiologista disse ter perguntado se o paciente fazia uso de suplementos, mas ele negou.
Questionado se a causa da morte poderia ter sido prevista, o médico disse que era impossível. ''A capacidade cardíaca não apresentava qualquer alteração e a morte dele também não teve relação alguma com problemas do coração ou AVC, por exemplo. Ele morreu, de acordo com o hospital, de uma síndrome hepatorenal. Não há como saber disso só olhando para o paciente, ainda mais quando não existe nenhum histórico, como era o caso dele.''
Ainda conforme o médico, diante da morte, é difícil acreditar que o jovem não fizesse uso de esteróides, mais conhecidos como anabolizantes. ''Ele tinha um ritmo de treino bem intenso, até mesmo pelo tipo de trabalho que exercia. Jovens com esse estilo de vida podem fazer uso de susbtância para dar 'pique'. Com a reação metabólica da hepatite fulminante que ele sofreu, fica difícil não ter relação'', argumentou.


