Crianças de bairros carentes de Londrina apresentam altos índices de desnutrição. A avaliação está sendo feita pela Secretaria de Ação Social, em convênio com os departamentos de Tecnologia de Alimentos, Educação Física, Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e de Nutrição do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon).
Aproximadamente 1.500 crianças de 7 a 15 anos, que frequentam os centros de convivência de nove bairros periféricos, vão passar por uma bateria de exames. Os trabalhos começariam ontem, no Jardim União da Vitória (zona sul). No início da semana foi a vez dos centros de convivência dos conjuntos Mister Thomas e Novo Amparo (ambos na zona norte). O programa vai passar também pelo Conjunto José Belinati (zona norte), vilas Ricardo e da Fraternidade (zona leste), Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste), e pelos distritos de Guaravera e Paiquerê (ambos na zona sul).
Os dados estatísticos só estarão tabulados na próxima semana. Mas a equipe que atua no programa já identificou muitos casos de anemia. São situações em que a criança apresenta concentração de hemoglobina muito abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). ‘‘O mínimo seria de 12 gramas por decilitro. Mas já verificamos casos de apenas 9 gramas por decilitro’’, detalha a coordenadora do projeto, professora Lúcia Helena da Silva Miglioranza, acrescentando que esses índices são muito preocupantes. ‘‘Compromete o desenvolvimento escolar e físico da criança.’
Segundo a secretária de Ação Social, Marisa Goethel do Nascimento, o que motivou o programa foi precisamente a desistência e o fraco desempenho de crianças nas atividades dos centros de convivência. ‘‘Levantamos a hipótese de que essa situação pudesse estar sendo gerada por deficiência alimentar, pois muitas das crianças só se alimentam no centro de convivência.
Marisa Goethel destaca que o projeto vai ter continuação com uma redefinição no cardápio e reforço com bebida láctea enriquecida com sulfato ferroso e vitaminas A e D. Esse reforço alimentar é produzido pelo Centro de Tecnologia de Alimentos da UEL.
‘‘A cada seis meses, as condições nutricionais serão reavaliadas, até que consigamos superar o estado de anemia e melhorar a qualidade de vida dessas crianças’’, completa a secretária.Celso PachecoMeta é avaliar 1.500 crianças de 7 a 15 anos de 9 bairros da periferiaÁureo Nogueira

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