Exames apontam muitos casos de perda auditiva
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de novembro de 1997
Cláudia Lopes 
Londrina
Das 559 pessoas que participaram da Campanha Nacional de Prevenção da Surdez em Londrina, 470 foram encaminhadas a postos de saúde e médicos por apresentarem algum tipo de alteração auditiva. Deste total, 92 nem chegaram a fazer exames audiológicos, pois tinham problemas como perfuração timpânica, otite ou excesso de cera. Do restante - 467 pessoas -, 378 têm alguma perda auditiva.
O coordenador da Campanha em Londrina, o médico Kooki Tan, diz ter ficado assustado com o resultado da campanha realizada na semana passada. O padrão normal de deficiência auditiva é de 10% da população, diz. Pela amostragem, podemos concluir que Londrina é uma cidade barulhenta. Lugares onde há grandes concentrações de motos acelerando e som alto, por exemplo, são pontos de trauma acústico. Segundo Tan, o ouvido suporta até 80 decibéis. Dentro de uma boate, o som chega a 130 decibéis. Jovens que escutam meia hora de walkman por dia são fortes candidatos a perda auditiva.
Dentro da Campanha, realizada durante três dias desta semana, foram examinados 313 mulheres e 246 homens, a partir de 12 anos. Das mulheres, 55 foram consideradas normais, 198 apresentaram perda auditiva e 60 tiveram que ser encaminhadas à exames mais detalhados nos postos de saúde ou otorrinos da Cidade. Do total de homens, 34 são normais, 180 têm alguma alteração e 32 foram encaminhados a especialistas.
Promovida pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a Campanha foi feita em Londrina em quatro locais: Unopar, no Hospital das Clínicas da UEL, Shopping Canziani e Unimed.


