Londrina
Das 559 pessoas que participaram da Campanha Nacional de Prevenção da Surdez em Londrina, 470 foram encaminhadas a postos de saúde e médicos por apresentarem algum tipo de alteração auditiva. Deste total, 92 nem chegaram a fazer exames audiológicos, pois tinham problemas como perfuração timpânica, otite ou excesso de cera. Do restante - 467 pessoas -, 378 têm alguma perda auditiva.
O coordenador da Campanha em Londrina, o médico Kooki Tan, diz ter ficado assustado com o resultado da campanha realizada na semana passada. ‘‘O padrão normal de deficiência auditiva é de 10% da população’’, diz. ‘‘Pela amostragem, podemos concluir que Londrina é uma cidade barulhenta. Lugares onde há grandes concentrações de motos acelerando e som alto, por exemplo, são pontos de trauma acústico.’’ Segundo Tan, o ouvido suporta até 80 decibéis. ‘‘Dentro de uma boate, o som chega a 130 decibéis. Jovens que escutam meia hora de walkman por dia são fortes candidatos a perda auditiva.’’
Dentro da Campanha, realizada durante três dias desta semana, foram examinados 313 mulheres e 246 homens, a partir de 12 anos. Das mulheres, 55 foram consideradas normais, 198 apresentaram perda auditiva e 60 tiveram que ser encaminhadas à exames mais detalhados nos postos de saúde ou otorrinos da Cidade. Do total de homens, 34 são normais, 180 têm alguma alteração e 32 foram encaminhados a especialistas.
Promovida pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a Campanha foi feita em Londrina em quatro locais: Unopar, no Hospital das Clínicas da UEL, Shopping Canziani e Unimed.

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