Ainda de acordo com a diretora de avaliação e acompanhamento institucional da UEL, Rosângela Zanetti, o Inep constitui a amostra dos participantes do Enade a partir da inscrição dos alunos habilitados pela própria instituição de ensino. Estão dispensados do exame deste ano os estudantes que colaram grau até o dia 18 de agosto e aqueles que estão oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil, em instituição conveniada com a escola de origem.
As provas serão realizadas no município de funcionamento do curso ou, em caso de educação à distância, na cidade de funcionamento do pólo de apoio. O estudante que fizer estágio ou outra atividade curricular obrigatória fora do município de funcionamento do curso poderá fazer o Enade na mesma cidade onde realiza a respectiva atividade ou no município mais próximo.
Rosângela ressalta que o exame é obrigatório e o estudante não recebe o diploma enquanto não realizar o Enade. ''Por isso o Ministério da Educação permite ao aluno que perdeu o exame realizar a prova no ano subsequente. Neste caso ele responde apenas a prova de conhecimentos gerais.''
Como acontecia com o Provão, há boicote também do Enade, ressalta a professora. No caso da UEL, em geral, de 80 a 90% dos alunos inscritos realizam a prova. No ano passado, no entanto, alunos de dois cursos boicotaram o exame, em repúdio à falta de infra-estrutura das aulas. ''Isso ocorre por falta de esclarecimento'', aponta Rosângela.
Segundo ela, a participação no Enade influencia, mesmo que indiretamente, a entrada dos profissionais no mercado de trabalho. ''Num critério de desempate entre candidatos de potencial equivalente, o empregador normalmente prefere aquele que estudou numa instituição mais qualificada'', assinala.
Nas primeiras edições do exame, as instituições das regiões Sul e Sudeste obtiveram os melhores resultados, ''porque há mais investimentos em educação nesses estados'', justifica Rosângela. (M.G.)

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