Londrina - O exame do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) e a investigação do Comitê Estadual de Mortalidade da Dengue descartaram que a morte de um homem de 41 anos no Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina tenha sido provocada por dengue. Ele morreu no último dia 5.
O teste de antígeno NS1, que é uma proteína presente durante a fase inicial da infecção, e que pode indicar a doença entre o primeiro e o sétimo dia após o aparecimento dos sintomas, conhecido como teste rápido, descartou a doença.
A gerente de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Caldeira, afirmou que esse teste havia apontado positivo para a dengue, mas isso não se confirmou pelo Lacen. "Pode ter acontecido uma reação cruzada, quando outra doença pode ter gerado esse resultado. É raro isso acontecer", afirmou.
Londrina tem 664 casos de dengue confirmados este ano, de um total de 3.024 notificados. Desses, 636 são autóctones e 28 importados. Em 948 análises não foram detectadas a sorologia para a dengue, mas ainda existem 1.413 exames em análise.
Em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina, a Secretaria de Saúde do município ainda aguarda o resultado sobre o caso de André Livrari, que morreu no dia 31 de março no Hospital Regional João de Freitas. A coordenadora do programa de controle da dengue, Aparecida de Oliveira Santos, afirmou que as equipes de agentes de endemias têm encontrado muitos criadouros nos quintais das casas. Arapongas tem 63 casos confirmados da doença, dos quais 22 são importados e 41, autóctones.

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