Exame descarta cólera em Antonina
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sábado, 08 de dezembro de 2001
Erika Wandembruck<br>De Curitiba 
A Secretaria da Saúde ainda não sabe a causa do surto de diarréia registrado em Antonina, no Litoral do Estado, que do último dia 29 até ontem, contaminou 450 pessoas. O resultado do primeiro lote de análises dos exames de fezes e urina dos pacientes, divulgado ontem pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), descartou a possibilidade de cólera. Entretanto, os exames não detectaram o agente causador da contaminação.
As amostras de água coletadas a partir do dia 3 deste mês também não apresentaram alterações. Contudo, entre 23 e 24 de novembro houve o rompimento da tubulação da rede de água da cidade, por onde pode ter ocorrido a contaminação, conforme o diretor do Centro de Saúde Ambiental da secretaria, Antonio Carlos Setti.
Pelo que Setti observou nos prontuários dos pacientes, o período de incubação do causador da diarréia, vômito, dor de cabeça e febre, é de quatro a cinco dias. Só depois disso, é que começam a aparecer os sintomas. ''Como de 3 a 7 deste mês houve, em média, 90 atendimentos por dia, anteontem e ontem o número foi decrescendo, a doença pode ter sido contraída pela água'', admitiu. Ele disse que a distribuição do produto já está normalizada.
Os exames feitos em amostras de frutos do mar ainda não foram concluídos. No primeiro lote de material orgânico analisado pelo Lacen, continham 20 amostras. Outras 38 ainda estão sendo processadas. Todos os laudos devem ser divulgados na segunda-feira. Os primeiros exames também descartaram que o agente causador seja a salmonela ou chichella, microorganismos patogênicos que geram os mesmos sintomas.


