Exame de sangue preliminar antes do cadastro
O Banco de Dados de Doadores de Medula Óssea do Paraná, que funciona na Universidade Estadual de Maringá (UEM) desde 1997, já conseguiu identificar três doadores compatíveis com receptores de outras regiões do país.
Aparentemente a média pode parecer baixa, mas diante da realidade não é bem assim, explica a professora Ana Maria Sell, do Laboratório de Imunogenética da UEM. No total o banco de dados está com 4,2 mil doadores cadastrados. Na média, revela Ana Maria, a chance de identificar receptor e doador compatível é de uma em 50 mil.
O ideal, concorda a professora, seria o banco de medula ter mais doadores cadastrados. Mas falta estrutura e condições de manutenção, explica. Ela lembra que desde 97, quando o banco foi implantado em Maringá, são realizadas campanhas para o registro de possíveis doadores. Os interessados preenchem uma ficha e tem uma amostra de sangue recolhida. O material vai dar as informações preliminares do doador. Quando existe compatibilidade nessa primeira etapa, convocamos o possível doador para o restante dos exames, explica Ana Maria.
Nos últimos meses, o banco foi obrigado a frear as campanhas junto a doadores por falta de dinheiro. A professora explica que o laboratório e o banco foram implantados pela Secretaria de Saúde do Paraná. Agora estamos lutando para que o Ministério da Saúde assuma a manutenção, explica. Ela lembra que o programa é nacional, já que todos os dados coletados no Paraná e em outros Estados vão para um banco central, que funciona no Rio de Janeiro. Com mais recursos teríamos como ampliar o cadastro e as chances de identificação de doadores, diz.





