Kits específicos para exame de dosagem hormonal do tipo FSH, realizado apenas em mulheres, está em falta há dois meses na rede pública municipal de saúde de Londrina. O kit, que inclui um frasco com reagente, é importado da Abbott Laboratórios, empresa farmacêutica norte-americana e distribuído pela Ultralab, em Curitiba. Cada unidade custa ao município R$ 8,20 e mensalmente são usados, em média, 150 kits.
O exame FSH é feito para dosar o nível de hormônios em adolescentes na puberdade, mulheres que pretendem engravidar, em casos de aborto ou no climatério. Normalmente, o ginecologista solicita o exame na hora da consulta no posto de saúde. Depois que a amostra de sangue é colhida, o exame é realizado pela central municipal de laboratórios.
Segundo a biomédica Fátima Rodrigues Alves Castro, do laboratório Centrolab, o FSH não é um exame de urgência, mas se houver necessidade o médico encaminha a paciente para o Sistema Único de Saúde (SUS). Desde que os kits acabaram, os postos de saúde receberam comunicado da Secretaria Municipal de Saúde informando aos médicos da impossibilidade de realização do exame FSH.
Em Curitiba, a Abbott do Brasil informou que o kit deixou de ser fornecido por causa da greve dos agentes da Vigilância Sanitária, que atuam nos portos e aeroportos do País. Os kits para exame de FSH chegam ao Brasil pelos aeroportos de Cumbica, em São Paulo, e Viracopos, em Campinas.
Em um comunicado datado de 12 de julho, a Abbott informou aos clientes que a lentidão, ou mesmo a suspensão dos produtos médicos, deve-se à paralisação dos fiscais aduaneiros.
No comunicado, a empresa explica que os kits e demais produtos só serão liberados depois da inspeção dos agentes sanitários. Ontem, por telefone, funcionários da Abbott, em Curitiba, informaram que a greve acaba de ser suspensa e no início da semana a distribuição dos kits de FSH deve estar normalizada em Londrina.

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