Exame de DNA mobiliza Conselho
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segunda-feira, 10 de setembro de 2001
Marta Medeiros 
O Conselho Municipal de Segurança de Nova Londrina (100 km ao norte de Paranavaí) está fazendo uma campanha entre a comunidade para pagar um exame de DNA e ajudar a polícia a identificar o responsável pela morte de uma menina de sete anos. Sem poder contar com o serviço do Estado, o delegado de Nova Londrina, Jairo dos Santos, precisa do resultado do exame para comprovar uma acusação contra o pescador Alexandre Silva, 19 anos, principal suspeito do crime.
Silva está preso por uma medida preventiva na 8 Subdivisão Policial de Paranavaí (8 SDP). O caso da menina Paloma Tamires Cevilha abalou a população de Nova Londrina. Ela foi encontrada morta em 22 de agosto, quatro dias depois do seu desaparecimento. O corpo de Paloma estava em estado de decomposição e foi localizado por pescadores no Rio Tigre, em Nova Londrina. A morte foi por estrangulamento, mas a situação do corpo não permitiu que fosse comprovada violência sexual.
Durante as investigações, a polícia encontrou na margem do rio as roupas da menina. Os policiais também recolheram do local cabelos e fios pubianos. Alguns dias depois do crime, a polícia prendeu Alexandre Silva. Ele é ex-marido de uma prima de Paloma e tinha uma série de desavenças com a mãe da menina. Segundo o investigador Daniel de Mello, Silva teria dito em uma das brigas com a mãe de Paloma que iria se vingar dela de tal modo que ''jamais esqueceria''.
''Há diversas situações que mostram o Alexandre como principal suspeito, mas só o exame poderia de fato mostrar isso'', diz o investigador. Segundo o policial, Silva nega de forma ''veemente'' ser o autor do crime.
Para evitar o linchamento de Silva, a polícia o deixou na 8 SDP de Paranavaí. Agora o Conselho de Segurança se mobiliza para pagar o exame e tranquilizar a população. Conforme o investigador, existem laboratórios em Curitiba, Maringá e São Paulo que fazem o DNA. ''Um técnico terá que analisar o material porque só cabelo com o bulbo (raiz) serve para o exame'', afirma o investigador.
Mello diz que o exame deve custar em torno de R$ 2 mil. Até o ano passado, o Estado mantinha um convênio com um laboratório de Curitiba. Este ano o convênio foi cancelado. O serviço também não ajudava a polícia, porque o restrito número de exames obrigava a espera de até cinco anos para o resultado.


