Exame de digitais pode dar pista de assassino
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de fevereiro de 2001
Betânia Rodrigues De Londrina 
A busca por digitais numa televisão, aparelho de fax e bina pode trazer a primeira pista do assassino da aposentada Amélia Foggia Gomes, morta na noite de terça-feira, em Londrina. Ontem de manhã, a delegada do 1º Distrito Policial, Waldete Testoni, ouviu as declarações do filho, da nora e de uma secretária.
Por enquanto, todos são suspeitos, disse a delegada ao adiantar que pretende ouvir outros familiares da vítima. Segundo ela, Felipe Angelo Gomes e Ana Maria Pereira da Silva Gomes garantiram que a aposentada não tinha inimigos e o convivio entre eles era igual ao de qualquer outra família, incluindo discussões.
O casal também declarou que na noite do crime Amélia preferiu ficar em casa para assistir televisão enquanto a nora buscava os filhos e o marido. Segundo eles, a casa não foi arrombada e a porta dos fundos, que permanecia apenas encostada durante à noite, estava totalmente aberta quando chegaram junto com os três filhos e um cunhado.
Ainda não temos certeza do instrumento usado para matá-la. Confrontando o exame do Instituto Médico-Legal (IML) e as declarações da família, tudo leva a crer que Amélia foi atacada com um descascador de batatas que havia na casa, disse Waldete. A aposentada sofreu seis golpes, três nas costas e três no peito, mas apenas um foi fatal.
Ana Maria disse à delegada que a sogra guardava aproximadamente R$ 1.500,00, dos quais apenas R$ 841,00 foram encontrados ao lado do corpo. Este dinheiro era a sobra do aluguel de 12 imóveis e da pensão da aposentada. Ana Maria e Felipe afirmaram que a casa nunca havia sido roubada antes e que Amélia morava com eles há cerca de dois meses.
Ela já havia comparecido ao plantão duas vezes para registrar queixa de furto no apartamento em que morava na Avenida Paraná, complementou Waldete. O filho e a nora da aposentada não foram encontrados para comentar o assunto.


