Exame de balas reforça suspeita contra dois PMs
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terça-feira, 20 de maio de 1997
Vânia Moreira Correspondente 
ALTO PIQUIRI - O resultado de exames de balística incriminou ainda mais os policiais militares Vanderlei Anselmo Barco e Luiz Carlos Villas Boas, acusados de terem executado dois agricultores e um corretor, dia 29 de março, em Brasilândia do Sul (60 quilômetros ao sul de Umuarama).
Segundo o delegado de Alto Piquiri, Jair Pinheiro, cápsulas deflagradas de pistola calibre 9 milímetros recolhidas no local do crime são idênticas às encontradas na casa do soldado Villas Boas. Ou seja, saíram da mesma pistola, embora a arma não tenha sido encontrada.
O agricultor Gelson Siqueira Miranda, 29 anos, o irmão dele, Geraldo Siqueira Miranda, 33, e o corretor Sílvio Roque, 26, todos de Assis Chateaubriand, foram mortos a tiros de pistola e revólver calibre 38 na rodovia entre Brasilândia e Alto Piquiri.
Os três teriam sido executados pelos PMs a mando do ex-policial e corretor Edson Aparecido da Silva, o Bidu, de Engenheiro Beltrão, por causa de uma dívida de R$ 11,8 mil. Gelson havia comprado uma caminhonete D-20 de Bidu e pago com cheque sem fundos.
Os dois policiais estão detidos no 7º Batalhão da PM em Cruzeiro do Oeste. Também está preso o corretor Vanderlei Priori, de Umuarama, que marcou o encontro com Gelson Siqueira. O agricultor levou junto o irmão e o corretor, que também acabaram mortos.
Priori alega não saber que Bidu pretendia matar Gelson Siqueira. Segundo seu depoimento à polícia, ele achou que Bidu só iria insistir na cobrança da dívida. O corretor de Engenheiro Beltrão está foragido.
Os laudos da perícia foram anexados ao inquérito, que já está na Justiça. A perícia também comprovou que os projéteis calibre 38 retirados dos corpos das vítimas não saíram de nenhum dos dois revólveres apreendidos com o cabo Anselmo Barco. A Polícia ainda tenta localizar as armas usadas no triplo homicídio. Mesmo assim, já temos provas suficientes de que os policiais foram os executores, disse o delegado.


