Osmani Costa
De Londrina
Exame de toxicologia realizado na Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) determinou o envenenamento por inseticida como a causa da morte de mais de 50 patos, gansos e marrecos no Lago Igapó (área central da cidade) nos últimos dez dias. O laudo assinado pela professora Daisy Pontes Neto foi divulgado ontem e apontou a existência de inseticida organofosforado no fígado e no estômago das aves examinadas.
As análises em aves mortas e vivas foram solicitadas ao departamento de toxicologia veterinária da UEL pela Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) na segunda-feira, quando nove patos e marrecos foram encontrados mortos perto da ponte da Avenida Higienópolis. Inicialmente, as possíveis causas levantadas foram o ataque de uma virose, a poluição química da água do Igapó e o envenenamento.
O laudo da análise toxicológica esclarece que o inseticida foi encontrado no interior das aves misturado a uma substância que pode ser miolo de pão. O crime de matar ou maltratar animais prevê penas de três meses a um ano de detenção, além de multa. A direção da AMA pediu à polícia providências para encontrar o responsável pela morte das aves. No Igapó há ainda cerca de 150 patos, gansos e marrecos.

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