Exame comprova participação de Borelli no caso Proforte
Osmani Costa
Da Redação
O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Valdir Abrahão da Silva, recebeu ontem do Instituto de Identificação de Curitiba o resultado dos exames datiloscópicos que comprovam a participação de Marcelo Moacir Borelli no assalto de cerca de R$ 2,9 milhões da empresa Proforte Transportes de Valores, ocorrido no início de setembro na cidade.
Segundo os exames, foram encontradas impressões digitais de Borelli que está foragido desde aquela época no retrovisor interno do automóvel Santana, usado pela quadrilha no assalto e fuga. O carro foi abandonado no distrito da Warta (zona norte de Londrina). A participação de Borelli não é mais uma forte suspeita. Agora, temos uma prova pericial, concreta da sua participação, afirmou o delegado que coordena as investigações do caso.
Valdir da Silva disse que encaminharia, ainda na tarde de ontem, o resultado dos exames de confrontação digital ao juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, que nos dias 25 e 26 ouvirá os donos da Proforte e testemunhas do assalto. A quadrilha era formada por cerca de 15 homens fortemente armados, que mantiveram funcionários sob ameaça em cativeiro por várias horas. Inicialmente, a suspeita era de que os assaltantes teriam levado mais de R$ 4 milhões da empresa.
A polícia prendeu Osvaldo Sestário comerciante londrinense que teria dado apoio logístico e dois foragidos da Justiça que seriam integrantes da quadrilha liderada por Borelli. Os três já foram interrogados pelo juiz Arquelau Ribas e negaram participação no assalto à Proforte. Borelli, que havia sido preso pela Polícia Federal em abril deste ano, fugiu um mês depois da sede do Centro Operacional de Policiais Especiais (Cope), em Curitiba.





