Exagero provoca poluição visual
Durante os próximos 30 meses, os prédios de Curitiba estarão na mira dos estudantes da 1ª turma de mestrado em arquitetura da PUC-PR. Como objeto de análise e crítica, a habitabilidade, o conforto ambiental e principalmente a poluição arquitetônica, causada por obras mal planejadas ou planejadas demais.
Alguns dos maiores problemas da arquitetura hoje em Curitiba, explica Luís Salvador Gnoato, diretor de pós graduação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC, são justamente estes, há um excesso de materiais e de formas, causando uma espécie de poluição visual. Segundo ele, antigamente era possível se distinguir a importância de cada prédio de acordo com a sua arquitetura. Hoje, com as construções cada vez mais elaboradas, isso se tornou difícil, obrigando o uso de mais objetos de poluição visual, como placas e neons.
Um exemplo é o de um passeio pela Avenida Visconde de Guarapuava, diz Gnoato. Os prédios falam demais com uma arquitetura exagerada. E ao invés de chamarem a atenção, acabam criando é uma confusão.
Confusão que segundo o phd pela University of Pensylvania, Edson Mahfuz, pode até fazer se perder o melhor dos curitibanos. Normalmente era para os prédios funcionarem como uma referência, explica ele. Mas o que acontece é que eles estão tão misturados aos outros na poluição visual, que acabam confundindo não só quem vem pela primeira vez à cidade, mas até mesmo moradores que saem de um bairro para o outro.
Outro ponto importante que será abordado pelo mestrado é a questão da permanência da construção. Ou seja, quanto tempo o prédio deve durar no que diz respeito ao estilo da arquitetura. Assim, deverão ser estudados prédios como o Estação Plaza e os da própria Visconde de Guarapuava, ou Avenida Sete de Setembro. Segundo os instrutores do curso alguns tem tantos estilos misturados que logo poderão estar saindo de moda.
O grande perigo, alerta Mahfuz,é o fato da cidade poder ficar obsoleta em termos de aparência. Os edifícios deveriam ser construídos para durar por muito tempo. Mas se tem estilos ou cores muito diferentes, seguindo uma moda, podem acabar sendo até mesmo desvalorizados como imóveis.Kraw PenasPrédios no Batel são um exemplo dos excessos de cores e materiaisVivian de Albuquerque





