Ex-vereador é condenado por homicídio
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quarta-feira, 20 de abril de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Ibaiti O ex-vereador de Ibaiti (94 km ao sul de Jacarezinho) e professor de educação física, Haroldo Caetano, foi condenado a seis anos de reclusão pelo assassinato de Izadora dos Santos Silva, de 15 anos, ocorrido em fevereiro de 2000. O réu foi a júri popular na tarde da última segunda-feira. O julgamento, realizado no Fórum da cidade, durou 16 horas.
O corpo de Izadora foi encontrado na madrugada do dia 24 de fevereiro em uma casa alugada pelo vereador na periferia da cidade. A adolescente foi atingida por um tiro na cabeça e morreu a caminho do hospital. No local do crime, a polícia encontrou vestígios de maconha.
''Pelas provas e depoimentos que colhemos a garota mantinha um relacionamento com o acusado e pretendia terminar o namoro'', explicou o promotor de Justiça Paulo Markowicz de Lima, do Centro de Apoio das Promotorias do Júri, que atuou na acusação junto com a promotora Aletéia de Andrade.
Segundo informações do próprio promotor, o advogados do ex-vereador alegaram que Izadora teria se suicidado, pois Caetano pretendia acabar com o relacionamento. ''Pelas provas periciais e pelo tipo de ferimento no corpo da jovem, tudo indica que ela foi executada'', argumentou Lima. Na época do crime, o réu era casado e pai de três filhas. Caetano também tem antecedentes criminais.
Sete pessoas fizeram parte do júri popular, sendo que seis delas acolheram a sustentação da promotoria. ''Mesmo assim ele pegou a pena mínima de seis anos, pretendíamos no mínimo oito'', afirmou o procurador. Lima explicou que quatro dos jurados não julgaram o motivo banal, o que agravaria a pena. ''Vamos analisar se devemos recorrer para aumentar o tempo de reclusão'', disse o promotor.
A reportagem da Folha telefonou para o escritório dos advogados de Caetano, Alex Frezzato e Helder Gonçalves Dias Rodrigues, mas foi informada que os dois estavam viajando. O celular de Rodrigues também estava desligado. Tanto os procuradores como os advogados da defesa têm até segunda-feira para decidir se vão recorrer da decisão. Até lá, o réu permanecerá em liberdade.


