O ex-tesoureiro da Prefeitura de Boa Esperança (56 km a oeste de Campo Mourão), Joel Caetano Neto, está sendo acusado de ter desviado R$ 7,6 mil do município entre janeiro e outubro de 1996, quando era responsável pela tesouraria do município. Segundo a acusação, Caetano pegava cheques do Banestado e do Banco do Brasil emitidos para fornecedores e prestadores de serviço da prefeitura e descontava-os no banco com um simples endosso no verso. Em alguns casos, os cheques eram depositados em contas de terceiros.
Os cheques suspeitos foram descobertos durante uma auditoria na prefeitura, realizada desde o ano passado. No total, são seis cheques, sendo que o maior deles é no valor de R$ 2.178,00, emitido em 10 de outubro de 1996 em nome da Construtora Chave Ltda, de Campo Mourão. O cheque foi depositado na conta da Km 55 Agrodiesel Ltda, no Banestado de Juranda, com o endosso de Caetano.
O menor cheque é de R$ 292,37 e foi emitido em 3 de julho de 1996 a Amélio Laurindo Pereira, e sacado no caixa do Banestado no dia seguinte. Um outro cheque do Banestado, de R$ 1.608,62, nominal a Rosângela Veiga, foi emitido em 31 de junho de 1996 e sacado três dias depois, também com endosso de Caetano. O mesmo procedimento aconteceu com um cheque o Banco do Brasil, nominal a Pneucamp Comérco de Pneus Ltda.
O cheque, no valor de R$ 1.199,07, foi depositado na conta de Elias de Andrade Modesto, no Banestado de Boa Esperança. Caetano também é acusado de se apossar de um cheque do Banestado no valor de R$ 1.334,00, emitido em 13 de março de 96 à Travel Comércio de Tratores e Peças Ltda, e outro, também do Banestado, emitido em 14 de agosto de 96 a Dirce Gaio & R. Silva Ltda, no valor de R$ 1.000,00.
O diretor de gabinete da prefeitura, Lusimar Rodrigues, disse, por telefone, que o caso está sendo analisado por uma comissão de processo administrativo. ‘‘Ele poderá ser demitido’’, explica Rodrigues, que faz parte da comissão. Caetano é funcionário de carreira da prefeitura e trabalha no posto de saúde da cidade.
Procurado pela Folha, Caetano disse que só vai se pronunciar ‘‘no momento certo’’. Ele adiantou apenas que as denúncias são infundadas e vazias.

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