Ex-sequestrador de Daniela está livre
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sexta-feira, 12 de dezembro de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
Josoé de CarvalhoVida novaSidnei de Oliveira sai da prisão: trabalho, boa conduta e primeiro casamento realizado dentro da Penitenciária Estadual de LondrinaSidnei de Oliveira, um dos sequestradores da empresária Daniela Lopes, recebeu livramento condicional da Justiça e foi colocado em liberdade ontem à tarde da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), onde cumpria pena de 10 anos. O sequestro ocorreu em 18 de maio de 1992 e a empresária ficou nove dias em cativeiro, numa chácara no município de Cândido de Abreu (região central do Estado), comprada pelo mentor do sequestro, Paulo Benites Pereira.
Benitez Pereira e outro sequestrador, José Lafayete Nunes, foram mortos pela polícia quando tentavam fugir, respectivamente, nos estados de São Paulo e Goiás. Os outros acusados, Jaércio Henrique da Silva, Joel Madeira e Noemi Ribeiro Camargo continuam presos.
Dos 10 anos de condenação, Sidnei já havia cumprido seis anos, nove meses e 25 dias. O benefício de remissão foi dado porque ele trabalhou na prisão. Segundo a nova Lei de Execução Penal, para cada três dias trabalhados o preso tem o direito de abater um dia de sua pena. Se caso fosse cumprir a pena integral, somente em 2002 Sidnei sairia em liberdade.
A Lei de Execuções Penais 9.455/97 alterou a antiga lei 8.072/90, que impedia benefícios para réus condenados por crimes hediondos (como o sequestro). A nova lei permite progressão de regime fechado para o livramento condicional, regime semi-aberto e regime aberto. Somente não permite o indulto, que corresponde ao perdão total da pena. Ontem o preso Paulo José Camilo foi libertado por indulto (veja matéria na página 2 deste Caderno).
Sidnei deverá obedecer diversas normas de conduta se não quiser voltar para a Penitenciária. Segundo as regras, ele não poderá permanecer na rua após às 22 horas; todos os meses deverá se apresentar à Justiça; não pode frequentar bares e lanchonetes; e, para se afastar da comarca, deverá ter autorização judicial.
Segundo informações passadas pela PEL, ele sempre teve excelente comportamento, o que ajudou receber o benefício da liberdade condicional. Sidnei foi o primeiro preso a se casar na PEL. Sua mulher é uma empresária residente em Ivaiporã, para onde foi logo após sair da prisão. Ele preferiu não dar entrevista.


