Curitiba - A Polícia Federal do Paraná vai comunicar hoje, oficialmente, ao juiz da Vara Criminal de Florianópolis (SC) a prisão do assaltante Valdir Saggin, 36 anos, foragido do sistema penal catarinense desde o dia 8 de dezembro. Ele se entregou à polícia no último sábado, depois de manter como supostas reféns outras três pessoas, durante 23 horas numa casa de um bairro de classe média de Curitiba.
Saggin, ex-sargento da Polícia Militar, já era acusado de matar dois policiais rodoviários em Santa Catarina. Agora responderá também por crime de sequestro, apesar da própria polícia suspeitar de que as outras pessoas seriam comparsas do fugitivo. Até ontem, ele continuava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, mas a Justiça catarinense deverá solicitar sua transferência para que ele continue cumprindo pena na Penitenciária Central de Florianópolis.
Na mesma cela de Saggin, está o comparsa Joelson Bruno Andrei, que se entregou durante cerco da polícia na última sexta-feira. Segundo a polícia, ele deverá ser transferido para São Paulo, onde cumpria pena por assalto.
As pessoas que estavam com Saggin na casa foram identificadas como Ana Rosa Sutil Marins, sua companheira, Luci Mary Rahmeier e o menor C.G.C., de 17 anos, irmão de Luci. De acordo com a polícia, Luci foi mulher de João Cabelo, que pertencia a quadrilha de Saggin e foi morto há cerca de sete meses pelos próprios comparsas.
Os três foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde fizeram exames de lesão corporal, prestaram declarações na polícia federal e foram liberados em seguida. O exame não acusou qualquer agressão.

mockup