Ex-reitor critica aliança de opostos
Josoé de CarvalhoCríticoO ex-reitor Thomson: Assim a identidade política desapareceO ex-reitor da Universidade Estadual de Londrina, João Carlos Thomson (1990-94), não só critica a candidatura única para reitoria da universidade, como também a aliança entre Jackson Proença Testa e Márcio Almeida. Ele tornou pública sua opinião, recentemente, através da seção de cartas da Folha.
Na opinião de Thomson, universidades precisam de debates. E quando pessoas tão opostas e diferentes fazem uma composição, as discussões ficam restritas a quatro paredes. Todos as situações se contornam e as idéias ficam abafadas. A identidade política desaparece, disse ele em entrevista à Folha na sexta-feira.
Ele lembrou que Márcio era o candidato à reitoria em potencial para um determinado grupo da UEL. O nome dele já era cogitado para ser candidato após minha administração, mas ele optou por fazer doutorado. Agora que voltou, foi iniciada uma discussão em torno do nome dele, através de reuniões. Foi uma surpresa quando ele anunciou que seria candidato a vice.
Na opinião do ex-reitor, por mais que os candidatos argumentem (veja texto nessa página), falta conteúdo para explicar como duas condutas tão diferentes tanto na vida universitária quanto na vida política se unem para administrar uma universidade. Para Thomson, as diferenças consistem no fato de Jackson Proença Testa representar uma linha conservadora e Márcio Almeida, uma linha mais avançada.
O nome de João Carlos Thomson chegou a ser cogitado como um possível candidato da oposição, mas ele não aceitou. Tive meu momento, afirma ele. A partir de 94, quando deixei a reitoria, refiz minha vida acadêmica e profissional. Abandonar tudo novamente fica difícil, argumenta Thomson.
Já para Tercílio Turini, também docente da UEL e um dos que não apoiaram Jackson Proença Testa na eleição de 94, a aliança Jackson/Márcio é importante para a universidade. Estou apoiando os dois em função de ampla discussão sobre o papel da universidade. Chegamos à conclusão de que, nesse momento, juntar as experiências de Jackson e de Márcio será muito positivo.
Turini reconhece que os dois tiveram passados políticos diferentes, mas não acha que isso seja um obstáculo. Estamos apostando que essa dupla dará certo.





