Ex-presidente da autarquia decide fazer contato com MP
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terça-feira, 27 de abril de 1999
Lucilia Okamura 
O ex-presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) de Londrina, Mauro Maggi, encaminhou fax ontem ao Ministério Público se colocando à inteira disposição para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de superfaturamento em serviços de capina e roçagem. Há vários dias oficiais de Justiça tentam encontrar ele e e outros ex-diretores da autarquia para serem notificados.
O fax foi entregue ao promotor especial de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, através do advogado Izaías Arcolezi, de Maringá. O promotor acredita que, agora, a comunicação com o ex-presidente será mais fácil e pretende ouvir os depoimentos de todos os envolvidos no decorrer da semana.
O procedimento foi instaurado por Galatti há algumas semanas para apurar indícios de irregularidades em um contrato feito entre a AMA e a Tâmara Serviços Ltda., de Maringá. Segundo as denúncias, além de superfaturamento nos serviços, a empresa ainda estaria usando mão-de-obra e equipamentos da frente de trabalho. A Folha tentou entrar em contato com o advogado em Maringá. Mas mas ao solicitar informações via telefonista, foi informada que o número não pode ser divulgado a pedido de Arcolezi.
O procurador geral do Município, Eduardo Duarte Ferreira, reassume o cargo hoje e deverá analisar ainda hoje a rescisão do contrato entre a AMA e a Tâmara. Ferreira havia sido exonerado no dia 20 deste mês para defender o prefeito Antonio Belinati (sem partido) na Justiça comum.


