O ex-presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) de Londrina, Mauro Maggi, encaminhou fax ontem ao Ministério Público se colocando ‘‘à inteira disposição’’ para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de superfaturamento em serviços de capina e roçagem. Há vários dias oficiais de Justiça tentam encontrar ele e e outros ex-diretores da autarquia para serem notificados.
O fax foi entregue ao promotor especial de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, através do advogado Izaías Arcolezi, de Maringá. O promotor acredita que, agora, a comunicação com o ex-presidente será mais fácil e pretende ouvir os depoimentos de todos os envolvidos no decorrer da semana.
O procedimento foi instaurado por Galatti há algumas semanas para apurar indícios de irregularidades em um contrato feito entre a AMA e a Tâmara Serviços Ltda., de Maringá. Segundo as denúncias, além de superfaturamento nos serviços, a empresa ainda estaria usando mão-de-obra e equipamentos da frente de trabalho. A Folha tentou entrar em contato com o advogado em Maringá. Mas mas ao solicitar informações via telefonista, foi informada que o número não pode ser divulgado a pedido de Arcolezi.
O procurador geral do Município, Eduardo Duarte Ferreira, reassume o cargo hoje e deverá analisar ainda hoje a rescisão do contrato entre a AMA e a Tâmara. Ferreira havia sido exonerado no dia 20 deste mês para defender o prefeito Antonio Belinati (sem partido) na Justiça comum.

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