Ex-prefeito tem direitos políticos suspensos na justiça
Sid Sauer
Uma sentença dada, no mês passado, pelo juiz Abílio Thadeu Melo Sodré de Freitas, da Comarca de Iretama, suspendeu por cinco anos os direitos políticos do ex-prefeito de Roncador (100 km ao sul de Campo Mourão), Joaquim Rodrigues da Silva (PMDB). A sentença foi dada numa ação que acusava o ex-prefeito de ter desviado R$ 8,5 mil que deveriam ter sido usados para a ampliação de uma escola e para a compra de equipamentos escolares.
Além da suspensão dos direitos políticos, o juiz condenou Silva a reparar os danos causados ao município em R$ 16 mil, e a pagar outros R$ 16 mil de multa civil. A sentença também prevê que o ex-prefeito ficará proibido, por três anos, de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente. O dinheiro que teria sido desviado chegou à prefeitura de Roncador através de convênio firmado com o Ministério de Educação e Desporto.
Essa é apenas uma das mais de 70 ações que o município entrou contra o ex-prefeito, conta o assessor jurídico de Roncador Francisco Andreoli Gonçalves, que é irmão do atual prefeito Odilon Andreoli Gonçalves (PSDB). A prefeitura é obrigada a entrar com as ações para conseguir a certidão negativa no Tribunal de Contas, explica. Segundo o advogado, o ex-prefeito foi condenado porque não fez as obras previstas no convênio.
A Folha não conseguiu falar, ontem, com Silva, que atualmente mora em Curitiba. Em entrevistas anteriores, no entanto, ele disse que os documentos que podem provar sua inocência ficaram na prefeitura. O ex-prefeito firmou também que as ações apresentadas contra ele visam apenas torná-lo inelegível. Esse grupo que assumiu a prefeitura não quer que eu saia candidato novamente, ressaltou.





