O ex-prefeito Antonio Luiz Baú afirma que não há ilegalidades na operação de compra da merenda, atribuindo a posição do prefeito Luiz Suzuke a ‘‘uma mediocridade política’’. Mesmo assim, admitiu ‘‘não ser normal’’ uma prefeitura pagar antecipadamente por bens ou serviços.
Quanto à inexistência de registros da vencedora da licitação, salientou não caber à prefeitura investigar, ‘‘pois é problema da Receita’’, interessando ao Município apenas ‘‘o melhor preço’’. Baú afirma ter ‘‘ouvido dizer’’ que seu ex-secretário de Finanças ‘‘teria sido convidado para trabalhar no Clube’’.
O ex-prefeito relata que fez a licitação e pagou pela merenda um dia antes de se encerrar seu mandato, porque recebeu recursos do Ministério uma semana antes. ‘‘Se não fossem utilizados teriam que ser devolvidos’’. Baú garante que estava preocupado em ‘‘não prejudicar o sucessor, pois a devolução deixaria implícito que não havia necessidade dos recursos do convênio’’.
Para Baú, o problema aconteceu porque ‘‘a nova administração não comunicou logo o cronograma pretendido para a entrega da merenda’’, ao contrário do que afirma Luiz Suzuke. ‘‘Por isso, tudo se resume a uma questão meramente burocrática’’, afirma Baú.

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