O ex-prefeito da Lapa (71 quilômetros a oeste de Curitiba) Miguel Batista está sendo acusado de desviar R$ 14 mil do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) –usado para pagar professores e manter as escolas. Batista também responde outro processo por contratação irregular, por meio da Associação de Proteção da Maternidade e Infância (APMI).
Ontem, Batista depôs na Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, em Curitiba. Ele foi indiciado por peculato, improbidade administrativa e formação de quadrilha. Além do ex-prefeito, foram indiciados o seu assessor, Lourival dos Santos, o secretário de Finanças, Manoel Pedro, e secretário de Saúde, Edson Perin. A Folha não conseguiu falar com os indiciados porque seus telefones não serem divulgados pela Brasil Telecom.
O delegado Vinicius Borges Martins disse que o empresário Luiz Carlos de Castro, dono da J.L Máquinas, foi quem ajudou a prefeitura a fraudar o Fundef. Castro teria fornecido notas frias para justificar o gasto de R$ 14 mil. O empresário confessou o crime e também se dispôs a depor contra o prefeito. Dentro de 30 dias, os policiais pretendem levantar outras provas contra a equipe do ex-prefeito.

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