Dorico da Silva/Arquivo FolhaNormalO ex-prefeito Cheida: ‘Todas as prefeituras têm dívidas e, portanto, são passíveis de intervenção’Até que tenha em mãos uma cópia do documento, o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT) não quer entrar em detalhes sobre o resultado da auditoria feita por técnicos da Universidade de São Paulo (USP). Mas já adiantou que, do pouco que teve conhecimento através da imprensa, os números divulgados pelos auditores não são corretos.
‘‘A auditoria está levando em consideração coisas que não são corretas no meu entendimento’’, disse o ex-prefeito, acrescentando que não conhece a metodologia usada por eles. Cheida garantiu que, tão logo tenha acesso a uma cópia do documento e possa analisá-lo, irá se pronunciar.
No final de seu mandato, ano passado, Cheida disse ter solicitado um relatório para todos os secretários sobre a situação de cada secretaria. ‘‘Também a auditoria da própria Prefeitura fez um trabalho em todas as secretarias e nós temos informações sobre todas as contratações feitas durante a administração e onde está cada uma delas.’’
Com base apenas no que foi divulgado até o momento, o ex-prefeito constesta todos os números da auditoria. ‘‘Até onde tenho conhecimento, os dados são falsos. Um exemplo: o secretário Eduardo Duarte Ferreira está dizendo que pegamos a Frente de Trabalho com 500 pessoas e entregamos com 1.900. Não é verdade. Nós pegamos a Frente com 800 pessoas e a entregamos com 1.500.’’
Na avaliação de Cheida, foram consideradas as admissões e demissões para se chegar ao número divulgado. Quanto aos cerca de 10 mil funcionários também constatados pela auditoria, Cheida assegurou que o número correto é seis mil. ‘‘Devem estar considerando funcionários de serviços terceirizados e até mesmo de contratos já encerrados.’’
Cheida também comentou os precatórios que, segundo o atual secretário Duarte Ferreira, podem gerar um pedido de intervenção no Município. ‘‘Todas as administrações têm precatórios. Na minha mesmo, durante os quatro anos, não consegui pagar todos os precatórios da administração anterior, que era de Antonio Belinati’’, diz o ex-prefeito. ‘‘Nós pagamos muitos deles, inclusive precatórios da época de Milton de Menezes (52 a 55 e 60 a 64). Todos os municípios, com qualquer dívida que seja, estão passíveis de intervenção.’’

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