Ex-PM é acusado de assalto em cidade paraguaia
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quarta-feira, 02 de dezembro de 1998
Valmir Denardin 
A Polícia Nacional paraguaia prendeu, no final da tarde de anteontem, o ex-policial militar gaúcho Rogério Silva da Cunha, de 32 anos, acusado de integrar a quadrilha de brasileiros que matou dois funcionários de um banco de Puerto Franco, na fronteira com Foz do Iguaçu, durante tentativa de assalto. Além das duas mortes, a quadrilha é acusada de ferir dois policiais.
Cunha foi preso às 18 horas de anteontem, seis horas depois da tentativa de assalto, quando tentava atravessar o Rio Paraná, em direção ao Brasil. Os outros quatro assaltantes brasileiros conseguiram cruzar o rio de barco momentos após a tentativa de assalto e se esconderam em Foz.
Segundo boletim da Polícia Nacional paraguaia, divulgado ontem, testemunhas da ação reconheceram o ex-PM brasileiro como integrante da quadrilha que tentou assaltar o banco. Cunha está detido no Presídio Regional de Ciudad del Este. Ele deverá ser acusado de roubo à mão armada, duplo homicídio, lesões corporais e enfrentamento armado de policiais.
A tentativa de assalto ocorreu por volta das 12 horas de anteontem. Armados com pistolas e escopetas, os cinco homens invadiram a agência do Banco Integración, no centro de Puerto Franco. O segurança Ramón Isaac Nunes, de 28 anos, reagiu, foi baleado e morreu no local. O gerente da agência, Francisco Caceres Alfonzo, de 32 anos, também foi ferido. Ele morreu em um hospital da cidade.
Na fuga, os assaltantes foram cercados por policiais. Houve tiroteio e os policiais Candido Ramires e Juliano Torres foram feridos levemente. Os assaltantes roubaram um Kadet que estava estacionado na rua e fugiram em direção ao Rio Paraná, que fica a poucos quilômetros da agência. Eles cruzaram o rio de barco e se refugiaram em favelas da margem brasileira. Segundo informações da polícia paraguaia, a quadrilha nada levou do banco.


