Gilcimar Bianchi, 21 anos, e sua ex-namorada Ivete Lopes dos Santos, 17, atingida na noite de quinta-feira com um tiro desferido pelo rapaz, que depois tentou se matar da mesma forma, estavam em estado gravíssimo na manhã de ontem, segundo informações dos hospitais onde estavam internados. Gilcimar tomou como reféns 25 estudantes - entre eles Ivete - em um ônibus escolar da Prefeitura de Iguatu (76 quilômetros ao norte de Cascavel), porque não se conformava com o fim do namoro, semanas antes.
Segundo familiares, amigos haviam dito que ele passara a andar com um revólver calibre 22, e a Polícia soube que ele planejou o sequestro dias antes, inclusive armazenando 23 cartuchos acessórios para a arma. O sequestro ocorreu por volta de 22h15, quando o ônibus parou em um ponto. Gilcimar obrigou o motorista, Sidney Rodrigues, a ir para a BR-369, em direção a Ubiratã, onde passaram a ser seguidos por patrulheiros da Polícia Rodoviária Estadual.
O rapaz liberou 24 estudantes, permanecendo com a ex-namorada e o motorista. Os patrulheiros iniciaram negociação enquanto Gilcimar permanecia deitado no colo da jovem e com o revólver apontado para sua cabeça. Repentinamente, ele disparou um tiro contra Ivete e a seguir outro em sua própria cabeça. Gilcimar foi levado para Campo Mourão e a ex-namorada para o Hospital Santa Catarina, de Cascavel, de onde foi transferida na noite de sexta-feira para o Hospital Regional.
Ivete estava sendo submetida à cirurgia na manhã de ontem, por uma equipe chefiada pelo médico João Bandeira, e Gilcimar permanecia no Centro de Tratamento Intensivo da Interclínicas, onde a única informação fornecida foi de que seu estado era gravíssimo.

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