A Polícia de Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá) abriu inquérito para apurar o incêndio na casa de Zilda de Souza, 42 anos, ontem de madrugada no distrito de Guadiana. Zilda acusa o ex-namorado, o pedreiro Reidenez Ferracini, 28 anos, de ter provocado o fogo. ‘‘Ele podia ter me matado e as minhas sobrinhas de dois meses e oito anos, que dormem comigo’’, disse. O delegado de Mandaguaçu, Valdir Adão Samparo, confirma que o incêndio foi criminoso e que Ferracini está desaparecido desde ontem de manhã.
O relacionamento entre Zilda e Ferracini durou cinco anos e, segundo ela, acabou por causa do comportamento do pedreiro. ‘‘Ele não me ajudava e não deixava eu trabalhar’’, contou. Zilda disse que vinha recebendo ameaças desde que encerrou o namoro. ‘‘Toda noite ele rondava minha casa e ultimamente me ameaçava de morte. Ainda estou com medo.’’ Na noite de anteontem, Zilda disse que estava indo para casa, com uma da sobrinhas no colo, quando encontrou Ferracini.
O pedreiro teria a ameaçado de morte com uma faca. ‘‘Só não morri junto com o bebê porque corri’’, disse. Assustada, foi para a casa da irmã, ao lado. Por volta da 1 hora de ontem Zilda viu o ex-namorado entrando no quintal, se posicionando em uma porta da casa e colocando alguma coisa. ‘‘Assim que o fogo começou ele saiu correndo e rindo alto.’’ Ela chamou vizinhos e o fogo foi apagado após destruir apenas o quarto de Zilda. A casa onde ela mora é dividida com outras quatro famílias e 14 pessoas moram no imóvel.

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