A operadora de marketing Mônica Arcanjo Lisboa, 25 anos, denunciou ter sido agredida pelo ex-namorado, o policial civil Wilson Américo, 38 anos. Ela teve o rosto cortado por estilhaços de vidro, na noite do último sábado, quando conversava com Américo. A agressão resultou em cinco cortes e mais de 15 pontos no rosto.
Segundo Mônica, o ex-namorado é violento e por isso ela rompeu o relacionamento de quase nove meses, em dezembro do ano passado. Américo, conforme Mônica, não aceitou o rompimento e passou a persegui-la e ameaçá-la. ‘‘Diante de tanta insistência e pressão, fui embora e fiquei dois meses fora daqui (de Sarandi) para ver se ele desistia’’, disse. Ao voltar a morar em Sarandi (7 km de Maringá), Américo passou novamente a visitá-la.
No último sábado, segundo ela, Américo foi até a casa dela, como fazia quase todos os dias. ‘‘Ele aparecia em casa todos os dias, mesmo eu dizendo que não tinha mais nada entre nós.’’ Durante uma conversa, Américo se irritou. ‘‘De repente ele esmagou o copo que segurava no meu rosto. Ele não jogou o copo num ato impensado. Ele fez de propósito, porque queria mesmo era atingir o meu rosto’’, disse.
Mônica registrou queixa na Delegacia da Mulher de Sarandi, mas disse que continua com medo de Américo. ‘‘Eu não saio mais sozinha. Não sei do que ele é capaz’’. A Folha tentou contato com Américo, na delegacia de Colorado (85 km de Maringá), onde ele trabalha. Por telefone, o policial de nome Ademir (ele não quis fornecer o nome completo) disse que Américo está ‘‘muito abalado’’ e não tinha nada para declarar.

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