Ex-moradores guardam memórias
Os atuais residentes da Ceuel realizam no próximo fim de semana uma festa de comemoração dos 30 anos da casa. No prédio, moraram dezenas de pessoas que se destacaram posteriormente em suas profissões, como o jornalista Jotabê Medeiros, que já trabalhou na Folha de Londrina e atualmente está no Estado de S. Paulo. Ele morou na Ceuel entre 1982 e 85.
''Eu vinha de Cianorte e para entrar (na casa) era muito concorrido. Tive que comprovar a mais absoluta miséria'', comentou o jornalista, aos risos. Na Ceuel, Medeiros fez amigos e colecionou histórias inusitadas -como a da oportunidade em que foi expulso.''Eu já tinha três advertências e em assembléia foi decidida minha expulsão. A primeira (advertência) foi resultado de uma faixa de apoio às Diretas-Já que colocamos no prédio. A última foi por causa de uma brincadeira: estávamos no 1º andar do prédio e começamos a jogar sacos d'água nos colegas'', recordou Medeiros.
A psicóloga Lilian Chanquini Fernandes, que trabalha atualmente na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), tem amizade até hoje com pessoas que conheceu na casa: sua filha foi batizada por uma amiga de Ceuel. ''Entrei (na casa) em 1992, e era uma época agitada, em que a reitoria da UEL queria fechar o prédio. Aos poucos a situação foi melhorando'', apontou. Lilian ressaltou que a vida na casa estimula a cidadania: ''Você aprende a conviver e a aceitar as diferenças. Num dia, você quebra o pau numa assembléia com uma pessoa e no dia seguinte ela está do seu lado, escovando os dentes no banheiro''.





