Ex-jogador é preso e confessa que matou taxista
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quinta-feira, 07 de janeiro de 1999
Lucinéia Parra 
O ex-jogador de futebol, Ademir Moreira, 36 anos, confessou que matou o taxista Elias Severiano Hoffman, 63 anos, no dia 14 de dezembro. Ele foi preso na noite de anteontem, na casa de um amigo, em Mandaguari (33 km a leste de Maringá). Moreira, que já jogou no Jandaia Esporte Clube, tinha a prisão preventiva decretada pela comarca de Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana), acusado de ter estuprado uma menor de 5 anos, em São Pedro do Ivaí. Moreira disse que cometeu o crime porque o taxista o ameaçava de levá-lo na delegacia caso não pagasse uma corrida.
Moreira confessou à polícia que na tarde do dia 15 de dezembro, por volta das 16 horas, decidiu ir até Mandaguari visitar os pais. Mesmo não tendo dinheiro ele resolveu pegar um táxi. No meio do caminho, próximo a Marialva, Moreira pediu para Hoffman entrar no trevo que dá acesso ao distrito de Aquidaban e, logo em seguida, disse para o taxista parar.
Hoffman obedeceu Moreira, mas iniciou um discussão porque Moreira havia dito que não tinha dinheiro para pagar a corrida. Ele disse que tinha que receber e de repente fez um movimento brusco. Eu me assustei, achando que ele ia me matar, e atirei contra ele, confessou Moreira. Um dos tiros atingiu o peito do taxista. Hoffman, conforme Moreira, ainda teria tentado uma reação. Então atirei pela segunda vez, acertando o pescoço dele, disse à polícia.
Depois de certificar-se que o taxista estava morto, Moreira colocou o corpo da vítima no porta-malas do carro e seguiu por estradas vicinais até Mandaguari. Durante a madrugada, Moreira parou em uma estrada vicinal e dormiu dentro do carro. Na manhã de terça-feira, ele voltou para Maringá e abandonou o veículo próximo a uma construção, no Jardim São Silvestre.
Segundo o delegado do SDP de Maringá, Paulo Machado, Moreira será enquadrado por crime de latrocínio, já que ele chegou a roubar R$ 28,00 do taxista. A pena prevista é de no máximo 30 anos de cadeia. Hoffman era taxista há 40 anos e costumava ficar no ponto da Avenida Herval, próximo ao Hotel Deville.


