Após permencer estagiando durante um ano na equipe do Hyogo, em Londrina, o atacante Nunobe (foto) foi contratado pelo Verdy Kawasaki, do Japão, onde jogou as temporadas de 95/96. Ontem, Nunobe esteve visitando a redação da Folha em companhia do diretor do Hyogo, Gô Ogawa e falou sobre sua carreira.
Japononês de nascimento, Nunobe foi contratatado no final de 94, quando o técnico da equipe era Nelsinho Batista, hoje no Corinthians. Atualmente o atacante é reserva de Kazu, que atuou no Brasil pelo Santos e Coritiba e, mesmo não sendo titular, marcou cinco gols no certame passado.
Nunobe reconhece que é muito difícil ser reserva de um ídolo como Kazu, mas lembra que tem 23 anos e muito futebol pela frente. ‘‘Minha meta é ser titular da equipe do Japão na Copa do Mundo de 2.002, isto tenho certeza que vou conseguir’’, revelou.
O ex-atleta do Hyogo confessa que realmente o futebol japonês está passando por um período de turbulência, após viver uma fase de euforia. Houve queda de público nos jogos e muitas equipes estão fazendo contenção de gastos. Para Nunobe a causa desta crise é o fato do beisebol ter recuperado a hegemonia, formando vários ídolos, que atuam inclusive nos Estados Unidos. ‘‘O futebol japonês também precisa criar seus ídolos e acredito que com as eliminatórias para a Copa de 98, na França, a situação se estabilizarᒒ, previu.
O atacante disse que a ‘‘participação dos brasileiros é muito importante para o futebol do Japão e apesar da necessidades de ídolos japoneses, a presença de jogadores do Brasil no Japão, ainda é indispensável’’, concluiu.

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