Os ex-ilhéus do Parque Nacional de Ilha Grande decidiram voltar para as ilhas desocupadas desde a criação da área de preservação ambiental, em 1997, por não obterem resposta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre as indenizações. A decisão foi tomada em reunião promovida pela Associação dos Ilhéus Atingidos pelo Parque Nacional de Ilha Grande e Área de Proteção Ambiental (Apig), semana passada em Querência do Norte ®MDNM¯(113 km de Paranavaí).
''Vamos entar em contato com as lideranças de outras regiões, como Candói e Castro, para definir a estratégia e logística para a volta às ilhas'', explicou o presidente da Apig, Eduardo Ortt. Ele acrescentou que uma nova reunião será marcada para decidir a data do retorno, que não deverá ''ultrapassar maio.'' O encontro reuniu cerca de 300 pessoas num clube de Querência do Norte. Os ex-ilhéus questionam o valor e a demora no pagamento das indenizações.
Ortt questionou também a criação de novas áreas de proteção ambiental no Estado, já que os ex-ilhéus do Parque Nacional de Ilha Grande ainda não obtiveram resposta sobre as indenizações. ''A definição do valor não pode ser unilateral'', criticou Ortt.
A reportagem tentou entrar em contato com o superintendente do Ibama no Paraná, Marino Eligio Gonçalves, mas foi informada que ele estaria viajando. A assessoria de imprensa do órgão não retornou o pedido de entrevista feito pela Folha.

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