Ex-hóspede do Varsóvia teria discutido com vítima
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de janeiro de 1997
Da Redação 
A polícia não tem ainda a identidade do jovem que foi executado na manhã de terça-feira na esquina das ruas Minas Gerais e Benjamin Constant (centro). Já foram mandadas as digitais do morto para o Instituto de Identificação do Paraná, em Curitiba, e para a polícia de Sorocaba (SP), onde ele poderia morar. Com o jovem foram encontradas uma carteira de habilitação em nome de Felipe Fonseca Neto, emitida naquela cidade, e documentos de veículos.
Até agora a polícia somente tem pistas de que ele assaltou duas mulheres (mãe e filha) e roubou o veículo Gol das duas. As vítimas o reconheceram por fotografia. A traseira do Gol foi achada depois que o veículo caiu da carroceria de um furgão, quando era transportado para a oficina de Nivaldino Alves Ferreira e Luciano Roberto Velho. Ambos estão com suas prisões preventivas decretadas e foragidos. A traseira do Gol roubado foi implantada na traseira do Gol que pertencia ao dono do hotel Varsóvia, Carlos Ailton Sanches.
Ontem pela manhã, ele mais uma vez prestou declarações ao delegado operacional da 10ª Subdivbisão Policial, Valdir Abrahão de Silva. Ele repetiu que o implante teria sido feito por um hóspede do seu hotel, que conheceu apenas pelo nome de Amarildo. Sanches conta que emprestou seu Gol para Amarildo e que ele teria batido o carro e feito a reforma em uma oficina. O empresário afirmou que, minutos antes da execução, viu Amarildo acompanhado de outro homem, discutindo com o jovem morto. Quando voltava para dentro do hotel, teria ouvido o barulho dos tiros. Ele conta que, ao retornar para a porta, observou Amarildo e a outra pessoa correndo, com armas nas mãos.
Sanches mais uma vez negou que o jovem executado era hóspede de seu hotel. No entanto, o depoimento de uma testemunha contradiz essa versão. Segundo o depoimento, a vítima estava hospedada no apartamento 103 com o nome de Carlos Ferrer. Não podemos afirmar que este seja o verdadeiro nome do jovem, pois não existe nenhum referencial no hotel, explicou o delegado.


