O ex-gerente do Banestado de Cambé(13 quilômetros a oeste de Londrina), Henrique Faudon Henrique, não compareceu ontem de manhã à Polícia Federal de Londrina para prestar depoimento. Em vários inquéritos ele é acusado de fraudes bancárias. Ele foi intimado pelo delegado responsável por um dos inquéritos, João Luiz do Prado, porque o advogado José Augusto Rodrigues Forminogi, que defende Henrique no caso, alegou possuir documentos que comprovam o envolvimento de outras pessoas nos golpes.
Ao todo, são cinco inquéritos instaurados na PF e que envolvem Henrique Faudon Henrique, sendo que o primeiro foi aberto em abril de 1996. O ex-gerente do Banestado é acusado de irregularidades como desconto de duplicatas simuladas. Dois dos inquéritos já foram remetidos à Justiça Federal e transformados em processos. Os golpes teriam causado prejuízos de aproximadamente R$ 25 milhões ao banco e foram aplicados nos anos de 1994, 1995 e 1996.
O advogado de Henrique já havia sido convocado em agosto do ano passado para apresentar o dossê que diz possuir. Mas ele não compareceu e alegou, por escrito, que se reservava o direito constitucional de só apresentar os documentos durante depoimento à Justiça.
Em novembro do ano passado, segundo o delegado Prado, Formigoni encaminhou requerimento à Justiça Federal solicitando a realização de novas diligências, alegando que os culpados pelos golpes sequer foram ouvidos. Diante deste fato, o delegado conta que resolveu intimar o ex-gerente do Banestado. ‘‘Queremos que ele apresente as provas que diz ter’’, afirma Prado.
O depoimento a ser prestado ontem por Henrique Faudon Henrique seria no inquérito que apura fraudes envolvendo a empresa Freezagro Produtos Agrícolas Ltda, de Cambé.
Segundo o inquérito, o desconto de duplicadas simuladas causou um débito para o banco de R$ 6,5 milhões. A Polícia Federal diz que este inquérito está na fase final. ‘‘Se ele (Faudon Henrique) apresentasse fatos novos, iríamos realizar novas diligências; mas, como não apareceu, vamos concluir o inquérito em breve’’, diz o delegado João Luiz do Prado.
No inquérito já foram ouvidas 26 pessoas.

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